A narrativa de Roger Schmidt comparada com a realidade. Algum desagrado dos adeptos.

09-10-2023

Roger Schmidt chegou a Portugal à pouco mais de um ano para treinar o SL Benfica. Desde cedo, mostrou uma grande empatia com a imprensa local e mereceu elogios até dos adversários. O tipo de comunicação, de abordagem e o comportamento, caracterizava o técnico alemão. O Benfica ganhava e isso ajudava a que essa imagem ficasse intacta. Nos últimos jogos da época passada, o Benfica teve uma quebra de rendimento, tendo perdido contra o FC Porto em casa (quando estava a 10 pontos de distância), sido eliminado pelo Inter de Milão (quando toda a gente já colocava o Benfica na final da Liga dos Campeões), seguido da derrota em Chaves. Os adeptos dos encarnados e a crítica em geral, questionava as opções de Roger Schmidt em não poupar jogadores e estar a fazer uma má gestão (física) do plantel. O Benfica foi campeão e tudo passou. No início desta época, já se voltou a questionar o técnico das águias, com as suas opções. No jogo da Supertaça contra o Porto, Schmidt preferiu jogar sem avançados na 1.ª parte. Parte essa que foi a melhor do Porto. Na 2.ª parte, o Benfica voltou ao seu sistema habitual e venceu sem espinhas. Perde no Bessa e atribui culpas a Odysseas que abandona o clube pela porta pequena. No jogo a contar para o campeonato, o Benfica jogou pouco contra um Porto já debilitado e posteriormente a jogar com 10 homens. Em Milão, no jogo a contar para a 2.ª jornada, Roger Schmidt volta a jogar sem avançados e fê-lo até o Benfica ficar em desvantagem na partida. O Benfica foi sufocado nesse jogo. Muito se questionou durante o desafio, as possíveis poupanças que o treinador podia fazer tendo em conta também aquilo que o jogo pedia. Tira Kokçu ao intervalo e mantém João Neves na equipa até ao fim do jogo. Contra o Estoril, aparentemente Kokçu estava lesionado, deixando João Neves também no banco de suplentes. O Benfica jogou com um meio campo mais frágil e menos competente. Sem Di Maria e a inspiração de Neres e Rafa, os encarnados tiveram dificuldade para vencer a partida. Também não se percebe a não inclusão de Musa, que costuma fazer golos quando está em campo. Com isto tudo, o espírito de Roger Schmidt está a vir à tona. Mais arrogante e com declarações desagradáveis para o universo benfiquista. Primeiro quando afirmou que "o Estoril jogou como se pudesse ganhar o campeonato". Certamente que o técnico não costuma ver jogos da 1.ª Liga. O Estoril lutou da melhor forma possível. E até não criou grandes oportunidades de golo, exceção feita a bola ao poste e ao último lance da partida. Depois seguiram as declarações ao dizer "Não interessa como ganhamos" ou "fazer o que fizemos na última época será muito difícil". Não caiu bem aos adeptos e fica difícil perceber. Uma equipa como o Benfica, Porto ou Sporting, só poderá dizer isso se ganhar todas as competições possíveis internamente e fizer um bom desempenho na Liga dos Campeões. Tudo o que não seja isso, "os 3 grandes" têm obrigação de fazer melhor. Roger Schmidt chegou aos quartos de final da Champions e ganhou um campeonato. Sim, o Benfica pode fazer muito melhor e este ano, apesar das saídas de Grimaldo e Gonçalo Ramos, reforçou-se com dois defesas esquerdos, um médio de mais de 25 M, Artur Cabral (20 M + 5 M objetivos) e Di Maria. Nota-se em Roger Schmidt um discurso que começa a não condizer com a realidade e com as perspectivas futuras dos encarnados. A pausa para as seleções poderá fazer bem às águias. 

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