Comunicação social da Argentina é unânime: “A remontada de Massa é impressionante!”

23-10-2023

Todos os comentadores e especialistas de política argentinos, ficaram surpreendidos com a reviravolta na contagem dos votos. No início da contagem, indicava que Milei poderia ganhar até já na 1.ª volta. Mas, como diz o ditado, as contas fazem-se no fim e Sergio Massa vence as eleições da 1.ª volta. Quando foram publicados os primeiros resultados, chegou-se mesmo a pensar que Sergio Massa poderia vencer já as Presidenciais, apresentando 35,99% contra Javier Milei, que tinha até esse momento 30,44%, dos 78,48% dos votos contados. Com praticamente a contagem toda feita (98,5% contagem dos votos), Sergio Massa teve 36,68% contra os 29,98% de Milei. Os analistas atribuem esta vitória a Massa, devido ao "efeito medo e efeito tarifa". Os comentadores mais opositores à candidatura do atual membro do Governo, afirmam que "ganhou a corrupção, o narcotráfico, a miséria, a pobreza e a inflação". Javier Milei considera que cerca de 2/3 da população argentina não quer Massa e o peronismo, apelando à união de todos para o derrotar na 2.ª volta. Já o próprio Sergio Massa admitiu surpresa nos resultados e também apelou à união dos argentinos, nomeadamente "aqueles que compartilham os valores democráticos, como a educação pública, como a independência de poderes, como a construção de valores institucionais que a Argentina merecem". Para tal, anunciou formar um Governo de União Nacional, "para construir uma indústria forte na Argentina" e "para construir uma escola gratuita e inclusiva". Como crítica a Milei, que pretende à liberalização das armas, Massa afirmou que o seu compromisso era que "os nossos filhos cheguem à escola com um computador e não com uma arma na mochila". Os especialistas dizem que a 2.ª volta será marcada pela "discussão de valores entre Milei e Massa". Mesmo assim, nada está garantido para o vencedor da última noite. Patrícia Bullrich ficou em 3.º lugar, com 23,83% dos votos e, na sua reação aos resultados eleitorais, criticou Sergio Massa, atual ministro da economia, afirmando não saudar o vencedor da noite a alguém que faz parte do "pior governo da Argentina". Bullrich mostrou desta forma que não apoiará Massa. Contudo, não é líquido que os apoiantes de Bullrich votem todos em Milei, devido à "questão de valores" que dividirão os argentinos. Já em relação a Juan Schiaretti que obteve 6,78%, e Myram Bregman que alcançou 2,70%, é praticamente certo que esses votos serão transferidos para Massa. Juan é um peronista que decidiu ir sozinho às urnas, não se aliando à "coalizão Unión por la Patria". A candidatura de Bregman é de "Frente Esquerda" e não votará certamente em Milei. As próximas semanas serão decisivas para a eleição do próximo Presidente da Argentina. 

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