Hospital de Gaza atingido por um míssil, provoca cerca de 500 mortos.

18-10-2023

É inequívoco e extremamente desastroso o que aconteceu ontem em Gaza num hospital. Logo após o incidente, o grupo terrorista Hamas veio acusar Israel da autoria do ataque. O que se seguiu posteriormente, é demonstrativo do radicalismo que muitas pessoas têm nesta matéria. Logo na 1.ª hora após a tragédia, o mundo reagiu veementemente contra Israel, acusando-o de genocídio e terrorismo. O Egipto e Canadá entraram nesse leque de reações praticamente imediata, ao acusar Israel do ataque ao Hospital. O que é curioso, é o Mundo ignorar que quem anunciou o ataque ao Hospital foi um grupo terrorista. Sem tirar conclusões do que efetivamente aconteceu, todos os radicais se apressaram a ser especialistas neste ataque para acusar Israel. Mesmo que se apure que Israel teve a autoria do ataque, nada afasta esta reação desprendida de provas. Esta necessidade de haver apenas "um lado". Esta necessidade feroz de atacar a ação de Israel. Esta necessidade de cada um destes radicais se afirmar como sabedor deste conflito e dono da razão. Entrando numa disputa de linguagem como se de Benfica x Porto se tratasse. Uma raiva enfurecida que não tem paralelo nem justificação. A justificação da raiva deve assentar na mortalidade de inocentes quer de um lado, quer do outro. A justificação da raiva deve ser aquela que recrimina a crise humanitária e que está acontecer na Palestina e com os reféns israelitas. O que acontece presentemente, é termos pessoas que defendem sem limites a ação de Israel e outras o contrário, sem haver um meio termo na situação. E retiram delas o desforço de defender "a sua dama" acerrimamente, independentemente do que efetivamente aconteceu. Em relação à tragédia em concreto, Israel reagiu de imediato afirmando que iam proceder à investigação do que se tinha passado. E com o decorrer da noite, afirmou que a autoria do ataque era do Hamas. Posteriormente já foram apresentadas algumas provas de que Israel não lançou o míssil que vitimou cerca de 500 pessoas. Provas essas que merecem uma avaliação externa para atestar a sua veracidade. Partindo do pressuposto que pode ter havido um erro, classificando-o como acidente, admitamos que o mesmo pode ter sido realizado por qualquer parte. Agora, se houve uma premeditação no ataque, quem beneficiaria mais com ele? E a resposta é clara, o Hamas. E isso está-se a ver na comunidade internacional. Joe Biden ia se reunir no dia de hoje com os líderes de Israel, Egipto, Jordânia e Palestina. Reunião que ia servir para desenvolver a resolução deste conflito e desta crise humanitária, ficou inviabilizada com esta tragédia. Que ganho político ou militar Israel tinha com este ataque? Esta tragédia prejudicou muito as intenções de Israel, perdendo mais força perante os seus aliados. Ao invés, serve as pretensões do Hamas que é alimentado pela guerra, principalmente pelo Irão. Também deve entrar nesta análise outro facto. O Hamas tem as suas estruturas perto de escolas, hospitais e estruturas da ONU, de forma a estarem mais protegidos de ataques. É provável ter havido um acidente do Hamas e ter lançado um míssil, a partir das suas estruturas, perto do Hospital? Analisando, sim. É uma probabilidade. Aliás, uma das provas que Israel apresenta, é precisamente uma conversa entre membros do Hamas que assumem o acidente cometido pelos próprios. Mas o que resume tudo, é o facto de haverem acusações de lado a lado e haver uma tendência imediata para acusar Israel, acreditando logo num grupo terrorista que, é bom lembrar, assassinou a sangue frio todos aqueles israelitas no fatídico dia 7 de Outubro. Como já dito anteriormente, o que deve operar é uma investigação externa sobre a veracidade das provas que Israel apresentou. E se houver responsabilidade de Israel, condenar como condenamos as ações do Hamas. Neste momento o Mundo vive várias guerras, nomeadamente a guerra feita sem armas. A guerra das imagens, a guerra das fake news, a guerra de posições e opiniões. Cada um de nós deverá contribuir com a melhor ponderação possível. Não existe a possibilidade de alcançar a paz, sem esse meio termo. Até porque desta guerra, não vão surgir heróis e todos terão a sua quota-parte de culpa, como, aliás, acontece em quase todas as guerras. 

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