Pontos essenciais do debate entre PAN e CHEGA

Inês Sousa Real vincou a ideia de que foi o PAN, apenas com uma deputada na AR, que fez aprovar mais iniciativas ao contrário do CHEGA que, com 12 deputados, não fez aprovar nenhuma. André Ventura acusou o PAN de ser a muleta do PS e Inês Sousa Real respondeu ao dizer que "até foi o CHEGA que votou mais vezes ao lado do PS do que o PAN". André Ventura insistiu na ideia de que o PAN quer estar colado ao poder e Inês Sousa Real acusou o CHEGA de tanto proclamar questões de justiça e moralidade, tendo nas suas listas pessoas que foram constituídas arguidas precisamente por cometer crimes. Em relação aos polícias, André Ventura disse que foi feito um ato terrorista contra os mesmos ao atribuir subsídios à PJ e não a eles, acusando o PAN que fez aprovar o orçamento do PS em 2024. Inês Sousa Real ripostou afirmando que esteve ao lado das famílias, sobre a aprovação do OE. André Ventura considera que o ato eleitoral não estará em causa pois as forças de segurança "são os primeiros interessados numa mudança política a 10 de Março". Já a líder do PAN considera que a reivindicação dos polícias é mais do que justa, juntando os bombeiros nessa temática. Reforçou a ideia de que o CHEGA é uma força inútil para a democracia pois não faz aprovar nenhuma iniciativa, justificando que as propostas não são boas. O líder do CHEGA considera que em relação à banca e aos lucros excessivos, deve haver solidariedade daqueles que estão mais a ganhar e fazer esse esforço para ajudar a pagar o crédito habitação e acusou o PAN de defender o aumento sistemático dos impostos sobre o gasóleo e sobre os combustíveis. Quando questionado pelo moderador sobre qual a razão de em junho ou julho o CHEGA ter rejeitado a proposta sobre os lucros da banca e se mudou de opinião, André Ventura foi vazio ao responder que o CHEGA é a favor que haja essa taxa mas que seja garantida para o crédito habitação, ao invés de ir para mais "tachos no governo". Ainda sobre a taxação, Inês Sousa Real defende que a mesma deve ir para as famílias e não para quem mais lucra, acusando o CHEGA que votou ao lado da Banca pois votaram contra a proposta do PAN que garantia a suspensão de penhoras sobre as casas de morada de família. André Ventura, justificou dizendo que não votaram a proposta porque era ridícula. Sem dizer mais nada. A líder do PAN defendeu que o dinheiro da taxa sobre os combustíveis tem de ser colocado nos transportes públicos, lembrando que o PAN fez aprovar os transportes gratuitos para todos os jovens. Sobre a habitação, o CHEGA defende o crédito bonificado para os jovens, afirmação altamente criticada por Inês Sousa Real pois foi precisamente o PAN que apoiava essa medida, acusando, mais uma vez, André Ventura de incoerência. O líder do CHEGA justificou que a proposta "estava mal feita" e "não se aplicava a todos os jovens". André Ventura foi polémico ao dizer que "a média de construção em Portugal foi a baixo da última década do Estado Novo." Inês Sousa Real ironizou e fez a pergunta retórica "é a comparação que querem? Ao Estado Novo? Nós sabemos ao que vêm." Em relação à defesa do ambiente, Andre Ventura acusou o PAN de defender uma ecologia punitiva, ao taxar as pessoas, os agricultores e a energia. E por isso defende um estudo, prospeção e à avaliação da energia nuclear. Em relação aos animais, criticou a proibição dos proprietários terem um animal mais de 3 horas numa varanda, afirmando que isso contribui para o abandono aos animais. Inês Sousa Real respondeu, afirmando que há uma incoerência de "quem acha que uns animais devem ser protegidos e que já é correto torturar um touro numa arena". No que diz respeito à agricultura, Inês Sousa Real lembrou que "foi pela mão do PAN que os agricultores puderam beneficiar dos produtores do IVA 0 na fase essencial" e "foi pela mão do PAN que tivemos as leguminosas a terem a descida do IVA e a maior descida da carne vegetal". Recalcando a ideia de que "Não basta vir dizer que gostamos muito dos agricultores e depois ter zero medidas aprovadas a favor dos agricultores". A líder do PAN, finalizou por dizer que, no que concerne à proteção animal o PAN, apenas com uma deputada, conseguiu mais de 40 milhões de euros e o CHEGA conseguiu zero. De fora, ficaram por debater a saúde, a politica de imigração, a educação e mais uma vez a politica externa.
