Será este acordo feito na Madeira benéfico para o PAN no futuro? O que pensará o seu eleitorado?
Na opinião do olhardoinvisivel existem 3 formas dos eleitores do PAN interpretarem este acordo. E as diversas formas vão ter reflexo nas eleições que se seguirão:
- Sentirem-se defraudados no seu voto, pois o objetivo era derrubar o PSD no poder (sendo estes eleitores ideologicamente mais à esquerda);
- Sentirem que o voto foi útil, por haver oportunidade de implementar algumas das suas propostas e servem ao mesmo tempo "um tampão" à inclusão de partidos radicais;
- Ignoram o acordo na Madeira e continuam a dar confiança com o voto.
Com os eleitores da Madeira, é difícil esta 3.ª opção acontecer. Aplicaria-se mais aos eleitores do Continente. Mas mesmo para estes, será que, na sua maioria, vão ignorar?
Sendo então a 3.ª opção mais remota, restam duas. Aqueles que estão agradados com o seu voto, estão dependentes de uma condição que só se verificará no futuro. A implementação de propostas do PAN. Pelo que, o único sentimento que poderia unir todos os votantes do PAN, era verificar-se que realmente seria um tampão à extrema direita. O que não se pode verificar, dada a disponibilidade do IL para ser esse tampão e, digamos, até faria mais sentido o acordo resultar com o mesmo
A conclusão é lógica, os votantes do PAN estão divididos. E é esse o reflexo atual do partido. A começar pela demissão do seu porta-voz por estar em total desacordo com este acordo. Estar a deputada eleita envolvida em polémicas pela participação no podcast "Masturbador Virtual". E terminando com a proposta do PAN de expulsão de Joaquim Sousa.
Será que a sobrevivência do PAN vai depender muito do que fizer (ou não) na Madeira? Quando se derem as Legislativas em 2026, este Governo Regional (se existir), já terá 3 anos de mandato. Aguardemos.
